terça-feira, 9 de novembro de 2010

sem mais, eu fico onde estou.

Chega o dia em que o depósito de esperanças transborda, o momento em que pra uma das partes o amor chegou ao fim, mesmo. As pensáveis reações são tão absurdas quanto a atitude pasmada, quieta e tristonha.. Falta vontade de respirar, pensar, ouvir, falar, cantar, dançar, mas a evolução da espécie não deixa barato: tudo é feito mecanicamente, involuntariedade é o termo consagrado..
E eu ia continuar, mas o meu pranto estragaria as palavras que não expressam tristeza tal qual ela é.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

até amanhã

Leio mais do que escrevo. Tenho lido muitas coisas e pensado tantas outras. Não sei mais no que me apontar defeitos, enxergo bem poucos bons motivos pra tudo.
O conflito interno chega ao seu máximo, talvez muitas tarde com o corpo torrando no sol me curem, talvez não seja esse o programa de férias, mas de alguma forma ele vai cessar com o transcorrer de dias felizes e momentos tristes.

sábado, 23 de outubro de 2010

previsão

Amanhã não vou atender telefone, se atender vai ser o desprezo falando.
Vou pôr meus dias no liquidificador, movimentá-los até eles dizerem 'chegaaaa!'.
Criarei novos romances, novos tédios regados por velhos filmes e novas formas de rir.
Toda vez que a tristeza, a morbidez, a solidão, a nostalgia forem maiores que a felicidade, vou lembrar do silêncio opressor, rasgando meu coração.
Vou sentir o cheiro do perfume assim como senti o futuro tão lindo que planejei milimetricamente e saber que ambos se extinguem no ar, sem fixação alguma.
As músicas poderão me invadir, como sempre o fazem, alguns cálculos matemáticos irão dispersá-las.
Minha ambição é só essa, pretendo apenas um pedacinho de felicidade, seu moço.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

..

Talvez eu seja mesmo muito pesada, não em quilos, mas em sentimentos.. toda vez que resolvo botar meu coração no meio, dá tudo bem errado. vou desistindo de dar bola pra alguma coisa nesse mundo, acho que sofro menos, me incomodo menos, vivo menos, mas vai saber..

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

onde o céu encontra o mar.

Por vezes, escrever me ajuda, me faz registrar pra poder esquecer em paz, tipo a penseira do Dumbledore.. Mas muitas outras vezes, escrever é o meu máximo, é o único jeito de fazer com que eu me encontre e consiga achar soluções pros problemas que eu mesma crio.
Hoje, hoje penso em lábios e pés, mais especificamente, lábios acariciando pés. Os pés.. os pés e depois pernas e depois cada milímitro. Quando chegamos ao nariz, começa o problema. É que quando se mente, o nariz cresce. E se os lábios tocam o nariz, a mentira vira um abismo entre dois seres que se amam e se querem, com isso, tudo que fora aflorado, seca, morre e a paz se esvai. Se não há paz, o conflito se estabelece, seja dois minutos ou dez dias depois do toque beiço-narizinho.
Quem tiver a solução ao empasse, me repasse.




[mas como entender que os dois, por serem feijão e arroz, se encontram só de passagem ?]

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

não vão pro céu..

O pecado me traz medo. Tenho medo da gula, da tentação, de falar demais, de rir demais, de me doar demais. Quem criou tanta vergonha da felicidade é que devia se envergonhar, esses momentos que a gente deixa de ser a gente, com medo de pecar, não vão pro céu !

domingo, 26 de setembro de 2010

apagou a luz..

O nível da dor depende muito das expectativas: quando a gente não espera nada, também não se decepciona tanto ('de onde menos se espera, dali mesmo é que não vem'). Tudo isso singnifica que cada um bem responsável pelo próprio sofrimento.
Mas a pauta de hoje é outra: ando mais inconstante do que sempre, muitas mudanças, acho que muita informação gera mudança, muito contato com pessoas distintas também gera, mas muito problema, muito questionamento gera muito mais. E o problema é toda essa gente, quando vê uma semana de auto-exílio seria uma solução pra mim, embora eu saiba que questões existenciais devessem ter uma resolução pós provas..
Vou acabar com esses devaneios, pelo menos por hoje.